Texto para 192
Os humanistas acreditavam na capacidade intelectual ilimitada do homem e estimulava a divulgação de conhecimento, Battista Alberti (1404-1472), que em seu Tratado de pintura publicado em 1435 afirma: “uma pintura é uma janela que se abre na parede”. Esta frase é definidora de todas as pinturas que se fazem daqui em diante na história da arte. Estabelecendo uma equivalência entre uma pintura e uma janela, Alberti exige que a pintura imite a natureza para proporcionar ao espectador uma imagem real. No entanto, através de relatos clássicos eles sabiam que os artistas procuravam imitar a realidade. Aqui as duas idéias básicas do Renascimento se encontram novamente: retornar à natureza (imitá-la) e retornar aos clássicos (imitar a natureza como fizeram os clássicos). Para conseguir isso ao olhar para uma pintura se sentia que estava olhando através de uma janela, era necessária uma ferramenta técnica que permitisse a ilusão: a perspectiva matemática. É no renascimento que a pesquisa científica da visão dá lugar a uma ciência da representação, alterando de modo radical o desenho, a pintura e a arquitetura. As conquistas da geometria e da ótica ensinam a projetar objetos em profundidade pela convergência de linhas aparentemente paralelas em um único ponto de fuga. A perspectiva, matematicamente fundamentada, desenvolve-se na Itália dos séculos XV e XVI, a partir das investigações de Filippo Brunelleschi (1377-1446), arquiteto e escultor florentino - pioneiro no uso da técnica - e descrita pelo mais importante teórico da Renascença, o pintor, escultor e arquiteto Leon Battista Alberti (1404-1472).
A perspectiva matemática é uma descoberta do Renascimento que permite a representação da terceira dimensão em um plano.
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